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 Ossada pode ser de Elson Mikuska

 Mário Martins

PONTA GROSSA – Os exames realizados ontem à noite pelos médicos do Instituto Médico Legal (IML), em restos mortais encontrados no interior da Fazenda Monte do Castelo, em Itaiacoca, área rural do Município, poderão ajudar a Polícia Civil a esclarecer um grande mistério: o desaparecimento de Elson Mikuska, 19, ocorrido em setembro de 2004. A ossada pode ser do rapaz. Essa hipótese, levantada pelos policiais Marcos Lustosa e Luiz Carlos, da Seção de Investigações e Capturas (SIC), é admitida por Mário Mikuska, pai do estudante. “A probalidade é de 100%”, diz.
O Diário dos Campos acompanhou as buscas realizadas nessa quinta-feira, em Itaiacoca. Além de Lustosa e Silva, integraram o grupo de resgate o chefe da seção técnica do Instituto de Criminalística (IC) de Ponta Grossa, Edson Napoleão, e José Vosni Mendes, funcionário do Instituto Médico Legal (IML). Sebastião Freitas dos Santos, um morador da região, prestou orientação aos policiais no interior da mata nativa. A operação, iniciada por volta das 16 horas, terminou duas horas mais tarde.
A ossada foi localizada às margens de um pequeno rio, a aproximadamente 100 metros da estrada do Passo do Pupo, num lugar de difícil acesso. No local foram encontrados os chinelos Raider, reconhecidos por Mário Mikuska como sendo os mesmos que o filho usava quando saiu de casa. Parte de uma mochila, escova de dente, creme dental e um pé-de-meia de futebol também foram recolhidos. Todo esse objeto, de acordo com a família, pertenciam a Elson.
Mas não são apenas esses indícios que levam a polícia a acreditar que a ossada é do estudante. Há um indicativo bem mais forte. As arcadas dentárias inferior e superior, do crânio encontrado ontem, têm aparelhos. O rapaz usava instrumentos para alinhamento de dentes. “Esse material será confrontado com as informações do prontuário do dentista que tratava dos dentes do jovem e as dúvidas serão esclarecidas”, comenta Napoleão.
Mário Mikuska foi conhecer o local onde estava a ossada. Emocionado, disse que tinha esperança de encontrar o filho vivo. “Agora não há mais nada a fazer”, diz. Aos policiais, revelou que Elson conhecia a região de Itaiacoca. Falou também que durante esse tempo, que procurou pistas do filho, chegou a percorrer às margens desse mesmo rio na tentativa de encontrar vestígios do corpo. “Eu já estive por aqui”, resume.
Os resultados dos exames realizados pelo IML devem sair em 15 dias. O laudo também deverá identificar a causa da morte. Elson Mikuska desapareceu na tarde de 17 de setembro de 2004. Ele saiu de casa, no bairro da Palmeirinha, jogar futebol com os amigos. Estava de bicicleta e seguia para o bairro de Uvaranas.

Jornal Diário dos Campos - 19/05/2006          

Desapareceu em setembro de 2004, aos 19 anos. Saiu para jogar futebol com os amigos.

Manifestação no Museu Oscar Niemayer.

Manifestação Praça Tiradentes, pais, irmão, tio e Arlete - Mãe do Guilherme.

Ossada encontrada em Itaiacoca pode ser de Elson Mikuska (detalhe), que desapareceu em setembro de 2004

Restos mortais encontrados nesta quinta-feira, na região de Itaiacoca, pela polícia, estão no Instituto Médico Legal

 

 

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Última modificação: 24 maio, 2006 -